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quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Conheça algumas soluções para efectuar Backups

Existem inúmeras ferramentas para fazer backups de arquivos de um computador, servidor ou outros dispositivos. Um deles é o Cobian Backup.

Cobian Backup


O Cobian Backup é um programa “multitarefas” que pode ser usado para agendar cópias de segurança dos seus ficheiros e directorias. A tarefa copiar os dados do local original permite copiar os dados para um outro local/drive dentro do mesmo computador ou num computador ligado à rede local, pode também agendar o envio de dados via FTP de forma “bidireccional” (download e upload). O Cobian Backup apresenta-se em duas versões: a aplicação e os serviços. No formato de serviço o programa usa pouquíssimos recursos e corre de forma silenciosa nos serviços do Windows, actuando conforme a agenda de backups.
Esta ferramenta é a solução ideal para usar como agenda de cópias de segurança, sejam elas em estado original dentro das pastas ou em modo “zipado” fazendo uso do seu suporte para vários métodos de compressão e encriptação.


Bacula



Um outro software é o Bacula. O Bacula é uma plataforma cliente/servidor de backup (open source), que suporta diversas plataformas ( Linux, Solaris, FreeBSD, NetBSD, Windows, Mac OS X, OpenBSD, HP-UX, Tru64, AIX e IRIX), uso de discos ou fitas para armazenamento de dados, diversos modos de organização, etc. O bacula armazena toda a informação em base de dados MySQL, SQLite e PostgreSQL. É eficiente e relativamente fácil de usar, enquanto que oferece muitas opções avançadas de armazenamento que tornam fácil a localização e recuperação de arquivos perdidos ou danificados. O Bacula é formado por componentes.
O Director Daemon é responsável pela administração de todos os processos de backup, restauro, verificação e arquivo. O Administrador de Sistema usa o Director Daemon para agendar o backup e para recuperar arquivos. Console Manager é um programa que ajuda o administrador ou o utilizador a comunicar com o Director Daemon, pode ser executado em qualquer computador da rede e em sistemas operativos diferentes, actualmente existem 3 versões do Console Manager: em texto puro (TTy), em interface gráfica usando bibliotecas do Gnome e uma usando bibliotecas wxWidgets (tanto em formato Unix quanto em Windows). O File Daemon (ou programa cliente) é o software que é instalado na máquina que vai ser protegida pelo backup, ou seja, ele vai ser responsável por enviar os arquivos solicitados pelo Director Daemon pela rede. Ele também é responsável por administrar a gravação dos arquivos de restauro comandados pelo Director Daemon. Existem versões do File Daemon para diferentes sistemas operacionais: Linux, *BSD, Unix, Windows (9x,NT,2000,XP,2003) e Macintosh(OSX). O Storage Daemon consiste em administrar a gravação e restauro dos dados e atributos dos backups fisicamente em medidas apropriadas, essas podem ser volume de dados gravados directamente no disco rígido ou Fita DAT, DVD, CD, etc. O serviço de Catalog é o programa responsável por manter uma indexação de todos os arquivos que são armazenados no backup e gerar uma base de dados dos volumes geridos pelo Director Daemon. O Catalog agiliza a busca de um arquivo no backup na hora em que o administrador de sistema necessita efectuar um restauro, como ele mantém uma base de indexação dos arquivos gravados, a busca por um arquivo no meio dos volumes é mais rápida.

Windows Vista Backup Center


Um outro software que se encontra integrado no windows Vista é o Windows Vista Backup Center. Com o Windows Vista Backup Center, basta escolher o dia, a hora e a frequência com que se deseja fazer o backup dos arquivos, pastas e configurações. Também é possível especificar o tipo de dados a serem incluídos no backup. O backup automático dos dados acontece em segundo plano, o que permite o trabalho normal no computador, independentemente da data para quando esteja agendado.
O Windows Backup Center ajuda a manter os dados protegidos, pois oferece recursos de backup projectados para proteger os dados e garantir a sua recuperação caso ocorra um problema. O processo de agendamento de Backups é um processo simples de três etapas que começa com a selecção dos tipos de arquivo a serem incluídos no backup. Em seguida, escolhe-se o local para o backup dos arquivos. É possível escolher entre uma unidade de CD/DVD, um dispositivo ou local externo (como uma unidade flash), um disco rígido externo ou uma partilha na rede. A última etapa é definir a hora e a frequência do backup dos dados. O Windows Vista assume o controle ao fazer o backup automático dos arquivos seleccionados na hora escolhida. As configurações de backup podem ser alteradas a qualquer momento. Com o Assistente de Recuperação do Windows Vista, é fácil fazer o restauro quando o utilizador precisar restaurar um backup de arquivos perdidos ou danificados, uma vez que ao usar o assistente basta escolher somente o que deseja restaurar, seja um arquivo, fotos ou o sistema e configurações.


Texto: Lina Cruz | E-mail: lina.cruz@peakit.pt | Fotos: DR

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

VMware Server - tenha vários servidores num só, graças à virtualização



Utilizando o VMware Server, é possível transformar um único servidor dedicado em vários servidores virtuais, cada um porta-se como se fosse uma máquina separada.

Além da possibilidade de combinar os diversos servidores da rede local numa única máquina, permite dividir um único servidor dedicado em diversos servidores virtuais, que podem desempenhar funções secundárias. Também pode ser utilizado nos computadores de secretária e o melhor de tudo é que actualmente é uma solução gratuita.

Quase tudo pode ser simulado via software. É possível até mesmo simular um computador de arquitectura diferente, para que os softwares escritos para ele sejam executados da mesma forma que são executados dentro do seu sistema nativo.

Um dos exemplos mais conhecidos são os emuladores de jogos de vídeo antigos, que permitem executar jogos de Atari, Nintendo 8 bits, Mega-Drive, Super-Nes, Playstation e outros.

Assim como é possível emular um jogo de vídeo para executar os jogos escritos para ele, é possível simular um PC completo dentro de uma máquina virtual e até mesmo executar diversos sistemas operativos simultaneamente.

O sistema principal neste caso passa a ser chamado de host (hospedeiro) e o sistema operativo que está a executar dentro da máquina virtual é chamado de “guest” (convidado). A máquina virtual pensa que tem um PC completo para si, enquanto na verdade está dentro de uma “matrix”, na máquina virtual.

Naturalmente, este trabalho de simular um PC completo e ainda por cima com um bom desempenho não é simples, veja o caso dos emuladores de jogos de vídeo, que, de uma forma geral, precisam de um PC muito mais poderoso do que o sistema original. É preciso um Pentium 200 para emular um Super Nes (que usa um processador de 3.5 MHz e 128 KB de RAM) com qualidade.

Existem actualmente três softwares que se destacam nesta categoria, o VMware, Qemu e o Xen, que trabalham de forma ligeiramente diferente, mas com grandes diferenças práticas.

O VMware usa um conceito de virtualização. Tenta sempre que possível converter os comandos usados pelo sistema dentro da máquina virtual em comandos que o sistema host entenda e execute directamente. Isso aplica-se quando é necessário transmitir dados através da placa de rede, tocar sons na placa de som, ou executar instruções do processador. O VMware interpreta e converte instruções o mínimo possível, o que faz com que o sistema dentro da máquina virtual seja executado com um desempenho muito similar ao desempenho real da máquina.

O VMware Player, VMware Workstation e o Qemu são os mais utilizados nos computadores de secretária, onde o uso mais comum é utilizar uma máquina virtual para executar o Windows dentro do Linux, ou vice-versa. A principal utilidade da máquina virtual é executar programas gráficos, de forma a ficarcom a janela aberta continuamente.

Entretanto, num servidor dedicado as coisas são um pouco diferentes. Ao invés de se ficar o tempo todo à frente da máquina, como faria num computador de secretária, espera-se que o servidor funcione continuamente, sem precisar de muita manutenção. Embora, seja até possível instalar o VMware Player no servidor e deixá-lo activo, executando outro sistema numa máquina virtual, ele não é a solução mais prática para a tarefa, sem falar que não é possível usá-lo em servidores sem o ambiente gráfico instalado.

Chegamos então ao VMware Server, uma versão adaptada e optimizada para uso em servidores dedicados, sem monitor nem ambiente gráfico. A principal diferença é que o VMware Server é executado remotamente, e é acessível através de uma interface de administração via web (chamada de VMware Management Interface, ou MUI), onde se pode activar, desactivar e monitorizar o estado das máquinas virtuais remotamente. A ideia é que cada máquina virtual seja configurada como um novo servidor dedicado, que se administra via SSH.

Para emergências, onde seja necessário ver as mensagens de arranque ou quando precisar alterar as configurações da máquina virtual (quantidade de memória RAM reservada, CD-ROM ou imagem ISO de arranque, etc.) pode-se usar o VMware Server Console, uma interface de administração, através da qual se pode ligar remotamente a qualquer uma das máquinas virtuais disponíveis, obtendo a imagem que seria enviada para o monitor. Pode também ser utilizado para criar novas máquinas virtuais e instalar ou reinstalar o sistema.

Até Junho de 2006, o VMware Server era um produto caro, assim como o Workstation. Devido à concorrência do Xen, do Virtuozzo e do Virtual PC, a VMware resolveu passar a disponibilizá-lo gratuitamente (assim como o VMware Player). O resultado é que agora temos disponível uma solução de virtualização para servidores muito prática, e sem custos de aquisição.

Texto: Nelson Rodrigues | E-mail: nelson.rodrigues@peakit.pt | Fotos: DR